Descanso durante as férias ajuda na saúde e na produtividade

Com o fim de mais um semestre letivo, vem o período das férias, um tempo para descansar. Ter esse tempo para ficar longe das atividades do dia a dia é de grande importância, por questões de saúde e também pela própria produtividade. Mesmo assim, muitas pessoas têm dificuldade em desacelerar a rotina. Assim, acabam precisando de ajuda para conseguir aproveitar as férias.

Desacelerando

O primeiro passo é compreender a importância de tirar férias. Segundo Ana Paula Melo, psicopedagoga do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (NAPPS) do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, o descanso traz benefícios para a saúde. “É importante destacar a necessidade de equilibrar a produtividade com momentos de descanso e recuperação, pois o cansaço excessivo pode prejudicar a saúde mental e física”, ressalta.

Caso o estudante não descanse o suficiente durante o período de férias, isso pode prejudicar a sua saúde e, como consequência, a sua produtividade. Assim, com o retorno das aulas, o desempenho do aluno vai diminuir. A falta de um período de descanso pode levar a um esgotamento físico e mental, em que funções cognitivas, como atenção, memória e raciocínio, podem ficar prejudicadas. Além disso, pode levar a um quadro de ansiedade e estresse crônicos. 

Por isso, nesse período é fundamental apostar em atividades mais prazerosas e mais leves, como hobbies. Com mais tempo livre, os estudantes podem sair mais com amigos e família, ver filmes, ler livros ou outras atividades que não costumam praticar na rotina agitada. Isso ajuda na diminuição do cortisol, hormônio do estresse, e aumenta a produção de hormônios do prazer.

Dormir bem

Além disso, as férias também ajudam a colocar o sono em dia, com mais horas dormidas e com maior qualidade. Assim, é mais fácil chegar a fases mais profundas do sono, essencial para a saúde. O Prof. Dr. André Batista, médico do sono e professor da Faculdade Tiradentes (Fits) explica que uma boa noite de sono reparador é composta por 4 a 6 ciclos de 90 a 120 minutos de duração. Cada um é dividido em quatro fases: N1, N2, N3 e sono REM (“rapid eye movement”, ou “movimento rápido dos olhos”), o mais profundo.

“O cérebro precisa desse tempo para aprofundar os estágios do sono até os níveis mais profundos, como o sono N3 e REM. Nesses estágios o sistema glinfágico, responsável por fazer a limpeza das impurezas do cérebro, atua com maior intensidade”, afirma. Também é na fase REM que acontecem os sonhos e uma maior atividade cerebral, além da fixação de memórias, da recuperação emocional e da regulação de funções como humor, criatividade, atenção e equilíbrio.

A Prof. M.a. Giedra Marinho, psicóloga e professora da UNIT também ressalta que é preciso atingir essa fase para uma boa qualidade do sono. “É exatamente quando o cérebro faz uma espécie de faxina. Limpa todas as toxinas que foram guardadas durante o dia, e faz aumentar os níveis de dopamina, gaba, endorfina, para a gente poder ter uma noite bem dormida e acordar disposto”, afirma.

FITS - Faculdade Tiradentes de Goiana

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