Tendinite afeta rotina de milhares de brasileiros

A tendinite está entre as queixas musculoesqueléticas mais comuns nos serviços de saúde e tem impacto direto na qualidade de vida dos brasileiros. Caracterizada pela inflamação ou irritação de um tendão, estrutura que liga o músculo ao osso, a condição provoca dor, sensibilidade local e limitação de movimentos, podendo se tornar crônica quando não tratada adequadamente.

O problema costuma estar associado a movimentos repetitivos, sobrecarga, má postura e ausência de pausas durante atividades prolongadas. No mercado de trabalho, por exemplo, a condição marca o cotidiano de milhões de trabalhadores, comprometendo a capacidade laboral. A tendinite é uma das principais causas de afastamento no Brasil e a Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 100 pessoas sofre com a condição.

Grupos e fatores de riscos

Além das atividades repetitivas, o sedentarismo, o estresse, a falta de ergonomia e a prática esportiva sem orientação adequada contribuem para o desenvolvimento da tendinite. Como já visto anteriormente, o quadro também pode estar relacionado a condições mais amplas, como as LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), conjunto de distúrbios ligados ao trabalho e ao estudo prolongado. 

A Sociedade Brasileira de Reumatologia destaca que ambientes sem ergonomia adequada amplificam o problema. Professores, que passam horas escrevendo em lousas; faxineiros, com esforços intensos em tarefas como esfregar pisos; Cozinheiros, que manipulam utensílios pesados ou cortam alimentos por longos períodos; trabalhadores de escritório, especialmente os que digitam ou usam o mouse por horas; escrita manual prolongada (professores, secretários) e digitação contínua (programadores, assistentes administrativos). Essas atividades, aparentemente inofensivas, geram microlesões nos tendões ao longo do tempo.

Principais tipos e sintomas

Entre as manifestações mais frequentes estão a tendinite no punho, ombro, cotovelo (como o “cotovelo de tenista”) e tornozelo. Os sintomas variam de dor leve a intensa, sensação de queimação, inchaço e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como digitar, escrever ou carregar objetos.

Em alguns casos, a dor surge de forma gradual, em outros, aparece após um esforço pontual. Em caso de suspeita de tendinite, é importante consultar um clínico geral ou ortopedista para uma avaliação e início do tratamento adequado. Quando a tendinite não é tratada adequadamente, a dor e rigidez podem tornar-se constantes, passando a ocorrer mesmo após o início da movimentação.

Diagnóstico, prevenção e tratamento

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sintomas e do histórico do paciente, podendo incluir exames de imagem quando necessário. O tratamento varia conforme a gravidade e pode envolver repouso, adaptação de atividades, analgésicos e anti-inflamatórios, além de fisioterapia, que atua no alívio da dor, na recuperação do movimento e na prevenção de recidivas.

A prevenção passa por medidas simples, como pausas regulares durante o estudo, ajustes ergonômicos do ambiente, fortalecimento muscular e alongamentos orientados. Para especialistas, reconhecer os primeiros sinais e agir precocemente é fundamental para evitar a progressão do quadro.

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