Síndrome da fadiga crônica combina sintomas físicos e cognitivos que afetam a disposição

Também chamada de encefalomielite miálgica, a síndrome da fadiga crônica (SFC) é uma condição com causa desconhecida. É caracterizada por fadiga profunda, alterações de sono, dor e outros sintomas agravados pelo esforço físico ou mental, que não melhoram com repouso. A condição pode estar atrelada a fatores estressantes físicos ou psicológicos que podem desencadear o início dos sintomas.

Sintomas 

A síndrome da fadiga crônica possui um sintoma muito evidente: um cansaço intenso que persiste por mais de seis meses, geralmente pior após a prática de atividades físicas, e que não melhora com repouso. Além disso, o paciente pode apresentar dores sem explicação, dificuldade para pensar, lembrar e se concentrar, dor de cabeça, sono ruim, irritabilidade, ansiedade e depressão, perda ou ganho de peso, formigamento, olho seco, náuseas e/ou vômitos, suor noturno, dentre outros.

Tratamento 

O tratamento da SFC visa diminuir os sintomas, utilizando uma combinação de tratamentos que devem ser indicados pelo reumatologista ou clínico geral. A psicoterapia, que pode ser feita através da abordagem da terapia cognitivo-comportamental (TCC), minimiza o isolamento social e melhora o bem-estar. Também ajudam a prática de exercícios físicos com progressão gradual, o uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou paracetamol, para aliviar a dor muscular ou nas articulações, remédios antidepressivos, como fluoxetina ou sertralina, além de tratamento da dor e dos problemas de sono.

Acupuntura, meditação, técnicas de relaxamento, alongamentos, realização de dietas cetogênicas, consumo de probióticos e de hidrocortisona em doses controladas são outros tratamentos complementares que têm se mostrado promissores para a síndrome da fadiga crônica, embora mais estudos sejam necessários para comprovar sua eficácia.

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