Queda da imunidade e o envelhecimento podem despertar a herpes zoster

Causada pela reativação do vírus da catapora no corpo, a herpes zoster, comumente conhecida como cobreiro ou zona, é uma infecção que provoca dor intensa, queimação podendo evoluir para dor crônica, e comprometimento dos olhos ou do sistema nervoso. Após ter catapora, o indivíduo continua com o vírus, que viaja até as raízes nervosas, onde fica inativo por anos ou décadas. Fatores como o envelhecimento natural, estresse ou doenças crônicas podem fazer com que a imunidade caia, permitindo que o vírus se reative e viaje pelo trajeto de um nervo até a pele.
Causas e fatores de risco
Depois que o corpo contrai a catapora, o vírus não some do corpo, mas fica adormecido nos gânglios nervosos próximos à medula espinhal e ao cérebro. Ficando inativo por anos, o vírus só pode reaparecer se o sistema imunológico enfraquecer, descendo por um nervo até a pele, causando dor e bolhas em faixa, típicas do herpes zoster.
Essa infecção se torna mais comum em pessoas a partir de 50 ou 60 anos, já que a proteção imunológica contra o vírus diminui. Além disso, pacientes com câncer, HIV, AIDS e indivíduos que tomam medicamentos imunossupressores, por exemplo, também entram no quadro de riscos da herpes zoster, pois também estão associados com a queda da imunidade. Doenças crônicas como diabetes, doenças pulmonares e cardíacas, desnutrição e estresse intenso são outros fatores de risco.
Sintomas
Geralmente, o quadro de herpes zoster estende-se por três fases sintomáticas. A primeira delas é a fase prodrômica, que antecede a erupção cutânea e é caracterizada por dores intensas, queimantes ou em forma de choques elétricos, acompanhadas de febre, calafrios, fadiga e mal-estar geral na área afetada. Essa dor pode ser um dos primeiros sinais de alerta do herpes zoster.
Na fase ativa, surge uma erupção cutânea vermelha e com bolhas cheias de líquido, que geralmente se localizam em uma área específica do corpo, seguindo o trajeto de um nervo. Dores de cabeça intensas podem ocorrer, especialmente quando a erupção se localiza na cabeça ou no pescoço, ou os gânglios linfáticos próximos à área afetada podem ficar inchados e doloridos. Na terceira e última fase, a de cura, as bolhas secam e formam crostas, e a pele pode levar algum tempo para se curar completamente. Pode haver alterações na coloração da pele ou cicatrizes leves.
Tratamento e cuidados
O tratamento do herpes zoster serve para controlar a multiplicação do vírus, aliviar a dor e cuidar da pele para reduzir o risco de complicações e de cicatrizes. Podendo ser feito em casa, são usados medicamentos por via oral e cuidados locais. Em casos graves, com acometimento ocular ou neurológico, podem exigir internação e antivirais na veia.
É importante manter alguns cuidados como evitar contato físico com pessoas vulneráveis e não coçar ou mexer nas bolhas, pois isso pode causar infecções e retardar a cura. Também é recomendado evitar exposição solar, já que a pele afetada é mais sensível ao sol, e a exposição pode piorar a dor e o desconforto.