Mais de 10 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência auditiva no Brasil

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, com idades entre 12 e 35 anos, correm o risco de perder a audição devido à exposição prolongada e excessiva a música alta e outros sons recreativos. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência auditiva, e 2,7 milhões têm surdez profunda, ou seja, não escutam nada, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Causas e consequências
As causas para a perda auditiva são diversas e incluem fatores genéticos e malformações no ouvido, doenças adquiridas durante a gestação, como rubéola e toxoplasmose, infecções de ouvido recorrentes, exposição prolongada a ruídos altos e envelhecimento. Quando não tratada, a perda auditiva pode dificultar o desenvolvimento da linguagem em crianças, impactar a comunicação, capacidade cognitiva e interações sociais em qualquer idade, além de limitar o acesso à educação e ao emprego.
Prevenção
Para prevenir a perda auditiva, algumas medidas devem ser adotadas. É importante evitar ruídos altos, pois a exposição prolongada a volumes elevados pode causar danos permanentes. É recomendado que profissionais em ambientes ruidosos usem protetores auditivos. Além disso, não se deve introduzir objetos no canal auditivo, pois podem causar inflamações. Otorrinolaringologistas alertam que as famosas ‘cotonetes’ só devem ser utilizadas em volta do ouvido externo.
Tratamento
O Ministério da Saúde alerta que a perda da audição pode não ser perceptível, por isso a necessidade de realizar testes como o Teste da Orelhinha, feito ainda nos primeiros dias de vida do bebê, para detectar precocemente alterações auditivas. O tratamento para a perda auditiva inclui o uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares e intervenções específicas conforme a causa.
Com informações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde