Homens jovens devem estar atentos ao câncer de testículo

O Atlas de Mortalidade (elaborado a partir das informações disponibilizadas pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM, do Ministério da Saúde) revelou que o câncer de testículo matou 430 homens no Brasil em 2020. Assim, é o tumor mais comum em adultos jovens, brancos, e com idades entre 15 e 35 anos. Esse índice existe porque, em geral, a fase de maior atividade sexual e reprodutiva dos homens é nessa faixa etária. Nessa fase da vida, as células passam por alterações que começaram durante a infância e já estão suficientemente avançadas para possibilitar o aparecimento de tumores na área. 

Fatores de risco

Em jovens adultos, os testículos ainda estão em desenvolvimento, o que os torna mais propensos a desenvolver anomalias celulares que podem levar ao câncer. Existem vários fatores que aumentam as chances de adquirir o câncer. Um dos principais é a criptorquidia, que é quando um ou os dois testículos não descem para a bolsa escrotal. Histórico de câncer de testículo na família, exposição a agrotóxicos, subfertilidade e infertilidade são outras possíveis causas. Homens brancos também revelam mais predisposição, com cinco vezes mais chances em relação aos homens negros.

Sintomas e tratamento 

Normalmente, outros tipos de cânceres, como o de próstata e o de rim, são mais incidentes quando os homens têm acima de 50 anos. No entanto, o câncer nos testículos instiga um maior cuidado com os mais jovens. Por isso, é fundamental a conscientização sobre uma medida simples: o autoexame dos testículos. Esse procedimento pode revelar um caroço ou alterações que permitem despertar a atenção para uma consulta ao médico, assim como é feito com o câncer de mama, nas mulheres.  

Entre os sintomas de câncer de testículo, o surgimento de um nódulo indolor ou um aumento do volume da região com endurecimento são sinais que merecem atenção. Apesar de temida e bastante incômoda, a dor nos testículos não costuma representar um câncer e pode aparecer por causas diversas. A taxa de cura de câncer nos testículos é altíssima, mesmo em pacientes que têm a doença mais avançada. Isso acaba fortalecendo as campanhas de incentivo para o diagnóstico e a procura por um profissional especializado em casos de pacientes com esse quadro.  

Embora tenha baixos níveis de mortalidade, o câncer de testículo se desenvolve rapidamente, podendo gerar desde prejuízo da fertilidade masculina até a morte. O urologista, após o diagnóstico, pode indicar a orquiectomia radical, procedimento para a retirada completa do testículo, que consiste em uma incisão inguinal próxima da virilha. A quimioterapia em poucas doses, por outro lado, é uma importante aliada ao tratamento inicial, e é realizada numa parcela específica de pacientes.

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