Falta de proteção nas relações sexuais impulsiona novos casos de ISTs no país

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 60% dos brasileiros acima de 18 anos não usam preservativo, facilitando o aumento da sífilis, Aids e gonorreia, especialmente entre jovens de 15 a 29 anos. No dia 13 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional do Preservativo, lançado em 2008 pela AIDS Health Care Foundation (AHF) — organização não governamental norteamericana de combate à aids —, que busca reforçar a importância do uso de preservativos nas relações sexuais e do acesso gratuito à população pela rede pública de saúde. 

É o método mais eficaz para a prevenção combinada de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de evitar gravidezes indesejadas, atuando como uma barreira física que protege contra a troca de fluidos e o contato pele a pele. O método mais conhecido e mais utilizado é a camisinha, embora exista muitos outros tipos de prevenção ofertados pelo SUS de maneira gratuita, ajudando com os cuidados relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos. 

Anticoncepcional injetável mensal, Anticoncepcional injetável trimestral, Minipílula, Pílula combinada, Diafragma, Pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte) e Dispositivo Intrauterino (DIU) são alguns dos outros diversos métodos contraceptivos, todos acessíveis, inclusive para adolescentes, bem como testes rápidos para IST. 

Tipos de ISTs 

Em resumo, as Infecções Sexualmente Transmissíveis podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, e são transmitidas principalmente pelo contato sexual vaginal, anal ou oral sem o uso da camisinha. Em outros casos, a mãe pode passar a infecção para o beê durante a gestação ou parto e raramente pelo sangue. Antigamente chamadas de DSTs, o termo “infecção” substituiu “doença” porque destaca que a pessoa pode ter e transmitir o agente sem apresentar sintomas visíveis. 

Sífilis, Gonorreia, Clamídia, Herpes genital, HPV, HIV, Hepatites B e C, dentre outros, são os principais tipos de infecções que atingem os pacientes. Os sintomas mais comuns apresentados podem incluir feridas, verrugas, corrimentos, dor ao urinar ou dores na região pélvica, dependendo do quadro, e por muitas vezes, são assintomáticos. Por isso, o uso consistente de preservativos masculinos ou femininos é a principal forma de prevenção dessas infecções, além de vacinas como do HPV e Hepatite B. O diagnóstico precoce e o tratamento correto, podendo ser feito pelo SUS, são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e interromper a cadeia de transmissão.

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