Exposição solar excessiva e características genéticas são os principais fatores de risco para o câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e ocorre quando células da pele se multiplicam rapidamente e formam um tumor maligno, podendo causar sintomas como manchas ou lesões elevadas na pele. A doença pode se diferenciar entre dois tipos: o câncer de pele melanoma e não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados, para cada ano entre 2026 e 2028, é de 263.280, enquanto para o câncer de pele melanoma é de 9.360.
Câncer de pele não melanoma
Sendo mais comum e com menor taxa de mortalidade, o câncer de pele não melanoma acomete principalmente pessoas de pele clara e sensíveis à ação dos raios solares. Esse tipo de tumor tem uma alta taxa de cura se for detectado e tratado precocemente, e os sintomas costumam aparecer em regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, geralmente em manchas que podem coçar, arder, descamar e até sangrar.
Nesses casos, é fundamental sempre atentar-se aos sinais presentes na pele, como qualquer mudança persistente, seja uma mancha vermelha, ou principalmente uma ferida que não cicatriza, e procurar um especialista. O tratamento mais indicado é a cirurgia, mas também podem ser utilizadas a criocirurgia e a imunoterapia tópica, dependendo da avaliação do médico para definir tratamento adequado para cada quadro e paciente.
Câncer de pele melanoma
Apesar de menos frequente, esse é o tipo mais grave. O melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina), podendo surgir em qualquer parte do corpo na forma de manchas ou pintas. Ainda que afete majoritariamente pessoas brancas, o câncer melanoma também pode atingir pessoas de pele negra, que também devem atentar-se ao cuidado e prevenção. Pintas escurecidas de bordas irregulares acompanhadas de coceira e descamação são um dos sinais mais comuns, ou quando uma uma lesão já existente aumenta de tamanho ou muda a coloração.
Sobre o tratamento, a cirurgia também é o procedimento mais realizado. No entanto, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio e, se houver metástase, é tratado com novos medicamentos altamente eficazes. Em suma, a exposição prolongada e repetida ao sol principalmente na infância e adolescência, pode causar riscos de câncer de pele.
Fatores de risco
Os fatores de risco para câncer de pele incluem tanto aspectos genéticos quanto comportamentais, como exposição solar excessiva sem proteção, pele clara, histórico familiar, presença de múltiplas pintas, envelhecimento e sistema imunológico comprometido. Por isso, é importante ter atenção à pele, principalmente pessoas com pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou com albinismo. A aplicação do filtro solar com fator de proteção, e reaplicação de acordo com as instruções da embalagem é o principal passo para prevenir a doença.