Esquizofrenia: atenção aos sintomas e acolhimento fazem diferença

No Brasil, mais de 547 mil pessoas vivem com esquizofrenia, de acordo com o estudo “Prevalence and social determinants of schizophrenia in Brazil: a national population-based analysis”, liderado por pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Ainda cercada por mitos e desinformação, a esquizofrenia afeta a forma como a pessoa pensa, sente e percebe a realidade. 

Trata-se de um transtorno psiquiátrico que costuma se manifestar no fim da adolescência ou no início da vida adulta. A causa exata da esquizofrenia não é conhecida, sendo assim considerada um transtorno multifatorial, envolvendo predisposição genética, alterações neuroquímicas no cérebro e fatores ambientais, como estresse intenso, uso de drogas e situações traumáticas.

Sinais

Especialistas e profissionais da saúde explicam que a esquizofrenia interfere na percepção da realidade, podendo causar sintomas como alucinações (ouvir vozes, por exemplo), delírios (crenças falsas e persistentes), pensamento desorganizado e alterações no comportamento. Os sinais variam de pessoa para pessoa e podem surgir de forma gradual ou mais abrupta. Além disso, costumam ser divididos em três grupos:

Sintomas positivos: incluem alucinações, delírios e fala desorganizada. São chamados assim porque representam a presença de algo que não deveria estar ali.

Sintomas negativos: envolvem redução da expressão emocional, dificuldade de interação social, perda de motivação e isolamento.

Sintomas cognitivos: afetam a memória, a atenção e a capacidade de organizar pensamentos.

Procurar atendimento em serviços de saúde mental, como postos de saúde ou centros especializados, pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce e no início do tratamento.

Tratamento

O tratamento da esquizofrenia é feito pelo psiquiatra, que deve ser consultado assim que os sintomas são notados. O profissional pode recomendar medicamentos antipsicóticos, além de psicoterapia e técnicas comportamentais para ajudar a reabilitar a pessoa e promover a sua integração na sociedade. O tratamento contínuo é essencial para reduzir crises e melhorar a qualidade de vida.

Acolhimento

Um dos maiores desafios enfrentados por pessoas com esquizofrenia é o preconceito. A desinformação contribui para o isolamento social e dificulta a busca por ajuda. Na maioria dos casos, indivíduos em tratamento não são violentos e podem levar uma vida produtiva, estudar, trabalhar e manter relações afetivas. Promover informação acessível e responsável é um passo importante para combater o estigma e ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental.

FITS - Faculdade Tiradentes de Goiana

  • Tel: +55 81 3878-5701
  • Tel: +55 81 3878-5155

Privacidade de Dados