Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil reforça importância do diagnóstico precoce e do apoio às famílias

O dia 15 de fevereiro marca o Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil, uma data dedicada à conscientização sobre a doença, à importância do diagnóstico precoce e à necessidade de ampliar o acesso ao tratamento adequado para crianças e adolescentes em todo o mundo.
Embora o câncer infantil seja considerado raro quando comparado ao câncer em adultos, ele representa uma das principais causas de morte por doença entre crianças e adolescentes. De acordo com Instituto Nacional de Câncer (INCA), assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.
Diferentemente do câncer em adultos, muitas vezes associado a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada, o câncer infantil geralmente não está relacionado a hábitos de vida, o que torna a prevenção mais desafiadora. Por isso, a atenção aos sinais e sintomas é fundamental.
Principais tipos e sinais de alerta
Entre os tipos mais comuns de câncer na infância estão as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Também são frequentes os tumores renais, ósseos e o neuroblastoma. Os sinais podem variar de acordo com o tipo da doença, mas alguns sintomas merecem atenção, especialmente quando persistem por vários dias ou semanas:
- Febre prolongada sem causa aparente
- Palidez, cansaço excessivo ou manchas roxas pelo corpo
- Dores de cabeça frequentes, acompanhadas de vômitos
- Caroços ou inchaços incomuns
- Perda de peso inexplicável
- Dores ósseas persistentes
Esses sintomas nem sempre indicam câncer, mas a avaliação médica é essencial para descartar ou confirmar qualquer suspeita. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.
Avanços no tratamento e chances de cura
Nas últimas cinco décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência tem sido muito significativo. Segundo o INCA, a utilização combinada de tratamentos do câncer na criança e no adolescente, aliado à melhor compreensão da biologia da doença, vem aumentando significativamente as taxas de sobrevida dos pacientes.
Os dados do INCA ainda mostram que atualmente, em países desenvolvidos, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado. No Brasil, ainda há necessidade de melhorar os resultados, pois muitas crianças chegam ao centro de tratamento com doença avançada, por isso a importância de estar atento a possíveis sinais e procurar avaliação médica.
O tratamento pode incluir quimioterapia, cirurgia, radioterapia e, em algumas situações, transplante de medula óssea. Além da abordagem médica, o acompanhamento psicológico e o suporte social são fundamentais para garantir qualidade de vida à criança e à família durante todo o processo.