Cuidados paliativos reduzem o sofrimento de enfermos e familiares no processo doença-luto

Ao receber o diagnóstico de uma doença que pode levar à morte, é comum que pacientes, assim como seus familiares e amigos, passem por momentos difíceis no processo de doença e também de luto. Por isso, em muitos casos são adotados os chamados cuidados paliativos: um conjunto de procedimentos multidisciplinares com foco no manejo da enfermidade, garantindo as necessidades físicas, psicológicas, sociais, espirituais e de ordem prática do paciente e pessoas próximas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), os cuidados paliativos são usados para lidar com essas questões, assim como expectativas e esperanças. Esse método de manejo do processo doença-luto também ajuda a lidar com perdas e com a proximidade do final da vida. Assim, o paliativismo é indicado para todos os pacientes e familiares com doenças ameaçadoras da continuidade da vida, independente de diagnóstico, prognóstico, idade ou estágio da enfermidade.

Os cuidados paliativos ajudam a aliviar os problemas existentes, previnem a ocorrência de novos e promover oportunidades para experiências significativas e valiosas, crescimento pessoal e espiritual. Esse tipo de cuidado é prestado por uma equipe formada por profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e quaisquer outros aptos a cuidar, dentro da sua área de atuação. Assim, o paliativismo complementa e amplia os tratamentos, mas também pode se tornar o foco total do cuidado com o paciente.

Política Nacional de Cuidados Paliativos

Vale ressaltar que o objetivo do paliativismo não é retardar a morte, mas sim preparar o enfermo e sua família para o fim da vida, buscando minimizar todo sofrimento, seja ele físico, psicológico, social ou espiritual, que surgir no processo. Por isso, o Ministério da Saúde conta com a Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP), que tem como foco promover atenção integral, humanizada e de qualidade técnica para pessoas com condições de saúde ameaçadoras da continuidade da vida, bem como familiares e cuidadores.

A PNCP é estruturada com base em princípios éticos e humanitários, como: respeito à autonomia e às escolhas da pessoa cuidada; oferta de cuidados ao longo de toda a vida; atenção às diversas necessidades; comunicação clara, empática e respeitosa; e evitar intervenções que prolonguem artificialmente o processo de morrer.

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