Câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil, mas deve ser detectado precocemente

O câncer colorretal, ou de intestino, é o terceiro mais incidente do Brasil, sem considerar o de pele não melanoma, ficando atrás apenas do de mama (nas mulheres) e de próstata (nos homens), de acordo com um relatório do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Segundo os dados, devem ser registrados quase 54 mil casos por ano entre 2026 e 2028. Em 2023, foram contabilizados quase 24 mil óbitos pela doença. Se for descoberto nos estágios iniciais, o tumor pode ser até curado, mas os sintomas demoram a aparecer.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer são comportamentais, ou seja, estão relacionados a hábitos de vida. Sedentarismo, tabagismo, excesso de gordura corporal e consumo de bebida alcoólica são alguns deles. Uma alimentação rica em gordura também favorece o surgimento do tumor, segundo uma pesquisa da Universidade Técnica de Munique, da RWTH Aachen e do Instituto Alemão de Nutrição Humana Potsdam-Rehbrücke (DIfE). Por isso, o ideal é apostar em uma dieta rica em fibras, como legumes, frutas e verduras, e também evitar o consumo de ultraprocessados.
Sinais de alerta
Geralmente esse tipo de câncer começa com lesões benignas na parede do intestino, chamadas de pólipos. Se forem detectadas logo, podem ser removidas. Caso contrário, podem evoluir para o tumor. Alguns dos primeiros sinais estão relacionados com o trânsito intestinal, como a constipação, diarreia e presença de sangue nas fezes são alguns motivos de alerta quando acontecem de maneira frequente. Por outro lado, esses sintomas podem ser confundidos com outras condições, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável.
Além do aspecto das fezes, no entanto, outros aspectos devem ser considerados, como a ausência da sensação de alívio após a evacuação, massas palpáveis no abdômen, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e fadiga. Outros sintomas incluem gases ou cólicas frequentes, náuseas e vômitos, dor na região anal ao evacuar e anemia de origem indeterminada.
Detecção, tratamento e prevenção
Com a presença de sinais como esses, é fundamental procurar ajuda médica. A investigação pelo câncer deve começar o mais cedo possível e, nesse caso, pode acontecer tanto por suspeita da doença como por histórico do tumor na família. O diagnóstico pode ser feito por meio de exames que identificam sangue oculto nas fezes, além de colonoscopia ou biópsia. Caso sejam detectados pólipos, eles devem ser removidos antes que evoluam para o câncer.
Se o tumor já estiver instaurado, o tratamento inclui cirurgia para retirada do câncer ou, se necessário, de partes do intestino e linfonodos próximos, assim como radioterapia e quimioterapia. Além disso, para prevenir o aparecimento da doença, é fundamental a adoção de hábitos saudáveis, como dieta rica em fibras, atividade física regular, evitar ultraprocessados, bebidas alcoólicas e o fumo e controlar o peso corporal.