Campanha Setembro Amarelo celebra a importância da valorização da vida

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 700 mil pessoas morrem por ano vítimas do suicídio. Entre os jovens de 15 a 29 anos, essa é a quarta causa de morte mais recorrente, atrás de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Diante desse cenário, em busca de conscientizar a população sobre a valorização da vida, a campanha Setembro Amarelo foi idealizada em 2014 por diversas entidades, entre elas o CVV (Centro de Valorização da Vida), como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro.
Origem e importância
A campanha originou-se nos Estados Unidos, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike tinha muitos amigos e era conhecido como Mustang Mike, após restaurar um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas, com a mensagem: “Se você precisar, peça ajuda”.
A Profª M.a. Déborah Capozzoli, docente do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, acredita que o cuidado com a saúde mental populacional é uma tarefa para muitas mãos. “Deve envolver governo, profissionais especializados, sociedade e família, unindo-se para a adoção de estratégias coletivas de identificação precoce, prevenção e intervenção do suicídio”, explica Déborah. Além disso, o compartilhamento do objetivo da campanha é importantíssimo para o alcance e auxilia a população a identificar possíveis sinais de risco.
Principais sintomas e sinais de risco
Perda do interesse em atividades rotineiras, desânimo, irritabilidade frequente, isolamento e alterações no sono e no apetite podem ser sinais de alerta para problemas psicológicos. Déborah explica que esses sintomas podem se enquadrar em diferentes categorias, como “doenças mentais (como depressão, transtornos de ansiedade e transtorno bipolar), aspectos sociais (isolamento, conflitos familiares, desemprego ou violência), aspectos psicológicos (desesperança, baixa autoestima, impulsividade) e condições de saúde limitantes (doenças crônicas ou incapacitantes)”.
A quebra da barreira que coloca a pauta suicida como tabu fortalece o encorajamento do paciente para dialogar e tratar sua condição com profissionais. Canais especializados nesse tipo de atendimento também são úteis, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), serviço gratuito e disponível 24h por dia através do número 188.