Campanha Agosto Dourado busca informar e apoiar o aleitamento materno exclusivo

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) de 2019, a taxa de amamentação exclusiva em bebês de até seis meses alcançou 45,8% no país. O índice tem aumentado nas últimas décadas, com o objetivo de atingir a meta de pelo menos 50% até 2030. Em 2006, essa proporção era de 37,1% e, há 40 anos, de apenas 4,7%. Com isso, buscando incentivar e apoiar a amamentação, a campanha Agosto Dourado ressalta a importância do leite materno como o “padrão ouro” de nutrição para o bebê.

A campanha

O Agosto Dourado surgiu da Declaração de Innocenti (1990), um encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Itália para proteger e apoiar a amamentação. No ano seguinte, foi criada a Semana Mundial de Aleitamento Materno e, em 2017, surge a Lei Federal nº 13.435, que determina, no decorrer do mês de agosto, a intensificação de ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno.

Benefícios da amamentação 

A OMS, junto com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que o leite materno seja a alimentação exclusiva do bebê até o 6º mês de vida. A partir dessa idade, deve ser complemento da introdução alimentar por até 2 anos ou mais, se mãe e criança desejarem.

No leite materno estão as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável dos bebês. A criança recebe, além desses nutrientes, os anticorpos da mãe, que oferecem proteção contra diversas doenças. Dentre os benefícios dessa prática para o bebê, estão o reforço da imunidade, influência direto no desenvolvimento completo, redução do risco de alergias, asma, obesidade e diabetes na vida adulta. Também há benefícios para a saúde bucal e facial, já que o movimento de sucção ajuda a fortalecer a musculatura da face, contribuindo para o desenvolvimento da fala e da respiração.

Não só para o filho, a amamentação traz, sem dúvidas, benefícios também para a mãe. A amamentação estimula a liberação de ocitocina, hormônio que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal e reduz o risco de hemorragias, e também diminui a incidência de câncer de mama e de ovário. Além disso, ao amamentar, a mulher entra em um momento de conexão e carinho que fortalece a relação entre mãe e filho, promovendo segurança e afeto. No entanto, esse processo também pode apresentar desafios. Por isso, o apoio de profissionais de saúde e da família é fundamental para que as mães se sintam seguras e confiantes.

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