Agosto Dourado reforça a importância do aleitamento materno

Uma pesquisa realizada pelo Desiderata, instituto voltado para a saúde de crianças e adolescentes, mostra que 57% das crianças brasileiras com seis meses de idade ou menos consomem apenas o leite materno. Os dados foram coletados com base no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde. Para estimular o aleitamento materno exclusivo, foi criada a campanha do Agosto Dourado, que chama a atenção para os benefícios dessa prática tanto para a mãe quanto para o bebê.
Benefícios para o bebê a para a mãe
Instituída no Brasil pela Lei Federal n°13.345, de 2017, a campanha recebe a cor dourada porque o leite materno é considerado pela OMS como um “alimento de ouro”. Além de conter todos os nutrientes necessários aos bebês, ele também é visto como a primeira vacina, por possuir anticorpos e proteger o recém-nascido contra infecções, alergias e doenças como a diarreia. Por isso, o leite materno deve ser o único alimento consumido até os seis meses de vida. Dos seis meses aos dois anos, o aleitamento materno deve continuar, mas outros alimentos complementares podem ser introduzidos.
As mães também se beneficiam do aleitamento materno, principalmente logo após o parto. A amamentação na primeira hora de vida do bebê auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia e fazendo o útero voltar ao tamanho normal, além de prevenir anemia materna e o risco de câncer de mama de ovários. Esse momento também é fundamental para a criação do vínculo afetivo entre a mãe e o recém-nascido. Segundo a OMS, amamentar o bebê imediatamente depois do parto reduz as chances de mortalidade neonatal, aquela que acontece até o 28º dia de nascido.
Leite supre água até os seis meses de vida
Ao contrário do que muitos acreditam, nem mesmo a água é necessária para os bebês de até seis meses, pois o leite materno é suficiente para suprir a necessidade de líquido do recém-nascido. Além disso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças que consomem apenas o leite da mãe têm 41% menos chances de morte em relação àquelas que consomem água ou bebidas à base de água além do leite materno. O risco de óbito diminui 78%, quando comparado com as crianças que consomem outros tipos de leite, e 88% em relação aos bebês que não são amamentados.