A síndrome extrapiramidal afeta o controle motor, prejudicando a qualidade de vida

A síndrome extrapiramidal é um quadro de saúde caracterizado por afetar vias nervosas que controlam os movimentos voluntários, trazendo consequências na rotina. A condição causa efeitos na comunicação, tarefas motoras e outras atividades diárias, por meio de sintomas como rigidez, tremores, lentidão, espasmos, inquietação ou movimentos involuntários. Esta síndrome pode ser causada, principalmente, pelo uso de medicamentos antipsicóticos e antieméticos que afetam a dopamina.
Causas
O sistema extrapiramidal é responsável por garantir o funcionamento regular dos movimentos do corpo por meio do cérebro e pela interação de vários neurotransmissores, como a dopamina. Quando há uma disfunção desse mecanismo, o indivíduo perde o controle fino dos movimentos, surgindo tremores, rigidez muscular e movimentos involuntários, causando a síndrome extrapiramidal.
Essa perda de função pode ocorrer por degeneração pela idade, trauma craniano, intoxicação por metais pesados e uso crônico de medicações que bloqueiam a recepção de dopamina, como Plasil (metoclopramida) e Haloperidol.
Sintomas e tratamento
Dentre os quadros clínicos apresentados a partir dessa síndrome, estão incluídos dificuldade de se manter em pé, tendência a queda multidirecional, distúrbios da marcha, dificuldade para manter o foco e para realizar movimentos rápidos, alternados e coordenados e tremores acentuados ao final de um movimento.
O tratamento, por sua vez, consiste na interrupção da causa da doença, com a prescrição de medicamentos que facilitam a ação da dopamina. Como em pacientes que portam o Mal de Parkinson, a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda — estimulação elétrica de alta frequência no cérebro, por meio de eletrodos implantados em regiões específicas — além de atividades clínicas focadas na reabilitação dos movimentos, como treino motor, reforço muscular, alongamento de cadeias musculares e estimulação cognitiva.
Quando não tratada corretamente, os sintomas podem se agravar, tornando-se mais intensos e limitantes. Além de afetar a qualidade de vida do paciente diretamente, também aumenta o risco de cronicidade da doença.