Julho Verde: campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

O mês de julho é lembrado no Brasil pelo combate ao câncer de cabeça e pescoço. A campanha Julho Verde chama a atenção para a conscientização, prevenção e diagnóstico precoce da doença. Silenciosa nos estágios iniciais e com diversos tipos, a enfermidade deve ser descoberta o quanto antes, para evitar que ela avance e traga consequências graves. Para isso, é fundamental a divulgação de informações sobre esse tipo de tumor, além de evitar os fatores de risco e buscar consultas preventivas.

O que é 

O câncer de cabeça e pescoço é uma denominação que engloba uma série de tumores malignos que acometem essa região. Entre eles, estão o câncer de boca, glândulas salivares, mandíbula, laringe, faringe, tireoide, esôfago, base de crânio, cérebro e de pele melanoma (no couro cabeludo, rosto e pescoço). Em relação à incidência, os cânceres de cabeça e pescoço atingem principalmente homens acima dos 40 anos. O tipo mais comum é o de laringe, que deve acometer 8,5 mil pessoas por ano no Brasil, entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Em 2023, o país registrou mais de 4 mil mortes por câncer de laringe.

Sinais e sintomas 

Considerado um quadro silencioso, o câncer de cabeça e pescoço não costuma apresentar sintomas no início. No entanto, quando surgem, esses sintomas incluem lesões dentro da boca ou nos lábios, que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas, nódulos no pescoço, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir ou respirar, sangramento pelo nariz e dor no ouvido ou dificuldade para ouvir.

Esse tipo de câncer está frequentemente associado ao uso de tabaco e bebidas alcoólicas, embora outros fatores de risco também possam contribuir, como vapes ou cigarros eletrônicos e má higiene bucal. Outra preocupação é o vírus do HPV, sexualmente transmissível, pode causar infecções na boca e na garganta e facilitar o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço, em especial os tumores de orofaringe. A hereditariedade também conta, já que o histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço apresenta um forte risco para desenvolver a doença.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço pode ser confirmado por meio de diferentes exames, dependendo do motivo e do sintoma apresentado ao médico. Exames clínicos como avaliação física do paciente, podem diagnosticar o câncer, especialmente se ele percebe um caroço no pescoço, na boca ou nas bochechas. Além disso, a endoscopia também pode ser utilizada, inserindo um tubo fino com uma câmera na ponta pela boca para examinar a cavidade oral. Radiografia, tomografia e ressonância magnética são usadas para confirmar a presença do tumor e medir seu tamanho. 

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço possui diferentes abordagens e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O paciente deve ser acompanhado durante todo o tratamento, visando diminuir os incômodos e promover uma recuperação eficaz, oferecendo um time de suporte completo, incluindo equipes de Nutrição, Fonoaudiologia, Psicologia e Fisioterapia.

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