Sarampo acende alerta nos países-sede da Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 já está próxima, e traz consigo um grande alerta: uma epidemia de sarampo chegou aos países-sede do maior evento esportivo do mundo. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Estados Unidos, México e Canadá concentram mais de 70% dos casos de sarampo nas Américas. Com o aumento do fluxo de viajantes até esses países nesse período, são necessárias medidas para evitar a circulação do vírus causador da doença.
Atenção redobrada
Uma pessoa infectada com sarampo pode contaminar até outras 18, colocando ambientes como arquibancadas, aeroportos e pontos turísticos no radar das autoridades sanitárias. Em 2026, o Canadá perdeu o certificado de país livre do sarampo, enquanto Estados Unidos e México também registram transmissão em curso.
Mesmo com o Brasil fora das estatísticas de risco, o cuidado ainda é necessário. Por isso, as coberturas vacinais são importantíssimas para prevenir a proliferação da doença. A recomendação do Ministério da Saúde para aqueles que vão acompanhar a Copa de perto é tomar a dose pelo menos 15 dias antes do embarque, prazo necessário para que o organismo produza a resposta imunológica adequada.
Sintomas do sarampo
Dentre os sintomas que costumam se manifestar com a chegada do sarampo estão manchas vermelhas pelo corpo e febre acima de 38,5°C. Esses sintomas podem vir acompanhados de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite), nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso.
Se começarem a surgir manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que depois se espalham pelo restante do corpo do paciente, já é um sinal de alerta, principalmente se a febre persistir após o aparecimento das manchas. O sarampo não possui tratamento específico, já que os medicamentos servem apenas para reduzir o desconforto causado pelos sintomas e não para resolver o quadro.