O desafio do diagnóstico precoce de câncer de ovário reforça a importância da atenção aos sinais

Acometendo principalmente mulheres na pós-menopausa, o câncer de ovário é altamente letal e frequentemente silencioso nos estágios iniciais. Por isso, costuma ser diagnosticado em fases avançadas. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que o câncer de ovário corresponde a 3% das neoplasias primárias mais frequentes em mulheres no Brasil. Esse número reforça a importância do conhecimento sobre os sintomas, fatores de risco e opções de prevenção.

Causas e sintomas 

Dentre as possíveis origens do câncer de ovário, está uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais, mas a causa exata ainda não é totalmente compreendida. Histórico familiar da doença ou mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 podem ser riscos para o surgimento desse problema. A idade também é um fator de risco, já que aumenta a incidência, principalmente com a menopausa, além da infertilidade, menstruação precoce ou menopausa tardia, sobrepeso, consumo excessivo de álcool e cigarro. 

É importante reforçar que, em estágio inicial, o câncer de ovário não apresenta sintomas, então, na maioria das vezes, esses problemas não são causados pelo câncer. Ainda assim, é necessária a atenção principalmente quando os sintomas não melhoram com o passar dos dias. Alguns sinais de alerta são: pressão, dor e/ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; cansaço constante; perda de apetite; emagrecimento; náuseas; gases; indigestão; necessidade frequente de urinar; e/ou alterações nos hábitos intestinais. 

Tratamento e fatores preventivos 

O tratamento depende de alguns fatores como o estágio da doença, tamanho do tumor após a cirurgia, o desejo de ter filhos, a idade e a saúde geral da mulher. As principais opções de tratamento incluem a cirurgia de remoção dos ovários, das tubas uterinas, do útero e de outros tecidos abdominais. Outras alternativas são quimioterapia para destruir células cancerosas ou impedir seu crescimento; inibidores da PARP, para o tratamento de manutenção após a cirurgia e a quimioterapia; antiangiogênicos, que atuam inibindo a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o crescimento de tumores; e bloqueadores hormonais, que bloqueiam os receptores de hormônios, especialmente os de estrógeno.

Alguns fatores ajudam na profilaxia desse quadro, sendo eles os contraceptivos orais, gestação e amamentação, já que mulheres com filhos ou que amamentam têm um risco ligeiramente reduzido de câncer de ovário. A prevenção também inclui cirurgia preventiva, controle da obesidade, do tabagismo e da exposição prolongada a hormônios de reposição hormonal, e exercício físico com dieta saudável.

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