Combate à meningite: uma emergência médica que exige atenção constante

A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, com registros de casos ao longo de todo o ano, mais comum em crianças menores de um ano e idosos acima de 60. Lembrado em 24 de abril, o Dia Mundial do Combate à Meningite foi instituído pela primeira vez em 2008 e, desde então, a Confederation of Meningitis Organisations (CoMO) utiliza a data para destacar a importância da prevenção, diagnóstico, tratamento e melhores condições médicas para os pacientes que convivem com essa doença. 

Sintomas e transmissão 

Os sintomas da meningite vão variar de acordo com o tipo. Por exemplo, em casos de meningite viral, o quadro é mais leve, assemelhando-se a um resfriado. Nessas situações, a doença geralmente atinge crianças causando febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca e irritação. 

No caso da meningite bacteriana, os sintomas são mais graves e devem ser tratados imediatamente. Bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos são os principais causadores da doença, que pode ser transmitida pelas vias respiratórias. Febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo estão dentre os sinais de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de sepse aumenta muito. 

Mas nem todos que adquirem o meningococo ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria através do contato com essas mesmas bactérias, adquirindo portanto, resistência à doença. As crianças de 6 meses a 1 ano são as mais vulneráveis ao meningococo porque, geralmente, ainda não desenvolveram anticorpos para combatê-la.

Tratamento 

Devido à seriedade da doença, o tratamento é uma emergência médica e costuma incluir a internação hospitalar imediata. Dependendo da causa, são utilizados diferentes medicamentos, como antibióticos intravenosos para meningite bacteriana, antivirais para casos específicos, antifúngicos para fúngica, ou apenas suporte para virais. Um atendimento rápido reduz riscos de sequelas, com uso de corticoides para inchaço cerebral. Pessoas que mantêm contato com o paciente podem precisar receber antibióticos preventivos para evitar a disseminação, especialmente na meningite meningocócica.

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