Apesar de estigmas, Terapia de Reposição Hormonal pode ajudar nos sintomas da menopausa

Cercada de mitos, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é uma importante aliada no tratamento dos sintomas da menopausa. Por outro lado, o processo terapêutico deve ser conduzido e avaliado individualmente por um médico especialista. A TRH pode ser feita de diversas formas, com variação nos hormônios utilizados e até no formato da medicação (comprimidos, géis ou adesivos), além de outros aspectos, como a duração do tratamento. A terapia pode trazer alívio para os sintomas da menopausa, mas pode ter consequências se for feita de maneira incorreta.

Efeitos da menopausa

A menopausa se inicia entre os 40 e os 55 anos de idade e marca o fim da idade reprodutiva da mulher, com a última menstruação. Nesse período, cai a produção dos hormônios sexuais femininos (estrógeno e progesterona). Dentre as consequências, destacam-se as ondas de calor (chamadas de fogachos), ressecamento vaginal e dor durante o sexo. A diminuição do estrógeno também favorece a perda óssea, o que pode ocasionar osteoporose. Por isso, metade das mulheres a partir dos 50 anos de idade sofrerão com alguma fratura osteoporótica, contra apenas 20% dos homens na mesma faixa etária, segundo o Ministério da Saúde.

Benefícios e possíveis riscos

Por isso, a TRH costuma ser utilizada em casos de sintomas moderados a intensos, apesar da necessidade ser avaliada caso a caso. Nessas situações, a terapia hormonal pode reduzir a frequência e a intensidade do fogacho e diminuir a sudorese noturna. O tratamento também ajuda a melhorar a vida sexual, aliviando o ressecamento vaginal. Além disso, também existem benefícios na prevenção da perda óssea e da osteoporose. Por outro lado, a TRH foi cercada de tabus devido a pesquisas que associavam a terapia ao surgimento de problemas cardíacos e até mesmo de câncer de mama. No entanto, essa ideia foi questionada por estudos mais recentes.

Novas diretrizes

Em 2024, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC), apresentou novas diretrizes para o uso da TRH. O documento publicado pelas entidades destaca que o tratamento com reposição hormonal deve ser iniciado em uma janela de 10 anos depois do início da menopausa, ou antes dos 60 anos de idade. Caso contrário, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, tromboembolismo venoso e acidente vascular cerebral (AVC). De qualquer forma, cada caso deve ser avaliado e acompanhado por um especialista.

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