Dia Nacional da Mamografia reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Celebrado em 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que segue entre as principais causas de morte por câncer entre mulheres no país. A data reforça o papel da informação, do acesso à saúde e da conscientização como estratégias fundamentais para salvar vidas.
Quando detectado precocemente, o câncer de mama apresenta altas chances de cura e tratamentos menos agressivos, o que impacta diretamente na qualidade de vida das pacientes. Além do autoexame, a mamografia é o principal procedimento para ajudar nesse processo. Trata-se de um exame de imagem capaz de identificar alterações nas mamas ainda em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sinais ou sintomas.
Esse exame deve estar na rotina das mulheres, mesmo as mais jovens. “Segundo a nova recomendação do Ministério da Saúde, mulheres de 40 a 74 anos devem realizar mamografia a cada dois anos, mesmo sem sintomas e sem fatores de risco adicionais. Já as mulheres com alto risco, como histórico familiar importante ou mutações genéticas, podem precisar iniciar mais cedo e fazer o exame em intervalos menores, sempre sob orientação médica”, alerta Prof. Dr. Alírio Virgolino, médico ginecologista e docente da Faculdade Tiradentes (Fits) — localizada em Goiana.
Apesar de sua importância, a mamografia ainda enfrenta barreiras como o medo, a desinformação e o acesso desigual aos serviços de saúde. O Dia Nacional da Mamografia é um convite à ação: procurar orientação médica, manter os exames em dia e compartilhar informação de qualidade. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para cuidar da vida.
Autoexame: sinais para ficar de olho
Apesar do câncer de mama ser silencioso na maioria das vezes, o Prof. Dr. Alírio Virgolino aponta alguns sinais que merecem atenção. “Nódulo ou caroço endurecido na mama ou na axila, alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja, mudanças no formato ou tamanho da mama, secreção anormal pelo mamilo, especialmente com sangue, inversão ou alteração recente do mamilo”, destaca. Ele também ressalta que “nem todo nódulo é câncer, mas todo nódulo deve ser avaliado por um médico”.