Sintomas da síndrome dos ovários policístico podem ser contornados com mudanças no estilo de vida

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma doença endócrina que afeta mulheres em todo o mundo. Comum em idade reprodutiva, é caracterizada por irregularidades menstruais, dificuldade para engravidar, excesso de hormônios masculinos e presença de múltiplos microcistos nos ovários. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a condição atinge entre 5% e 21% das mulheres em idade fértil, afetando o funcionamento do organismo e sendo uma das principais causas de irregularidades menstruais e infertilidade feminina.

Causas e sintomas

As causas exatas que levam à SOP ainda são desconhecidas, mas há considerações de que fatores genéticos e desregulação na produção de hormônios masculinos em mulheres podem levar ao quadro. Esse desnível hormonal pode acontecer devido à exposição androgênica do feto feminino ainda no útero materno, gerando diversos impactos negativos, como maior chance de desenvolvimento de diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares.

A SOP é um distúrbio metabólico complexo, que pode manifestar sintomas diversos, dependendo do seu quadro clínico, e em diferentes graus, podendo também apresentar outras patologias conforme o nível da condição. Dentre os sintomas mais comuns, estão inclusos alterações menstruais, aumento de pelos no rosto, seios e abdômen, acne, diabetes e obesidade, hipertensão arterial sistêmica e infertilidade.

Diagnóstico 

O diagnóstico é feito com base na realização de diferentes avaliações clínicas e de exames específicos, como ultrassonografia pélvica e exames de sangue. O médico geralmente avalia os sintomas apresentados, o histórico menstrual e quaisquer alterações hormonais manifestadas pela paciente. Além disso, outras dosagens hormonais, especialmente de testosterona, progesterona e estrogênio, também devem ser solicitadas, uma vez que a medição de testosterona ajuda a identificar desequilíbrios hormonais.

Tratamento

Apesar de não ter cura, a SOP pode ser controlada, proporcionando maior qualidade de vida para as mulheres afetadas. O tratamento medicamentoso é mais usado na maioria dos casos, com contraceptivos hormonais com ação antiandrogênica, que reduzem os sinais dos hormônios masculinos no corpo feminino, como a acne e o hirsutismo, além de regular o ciclo menstrual.

Paralelamente, as recomendações de mudança de hábitos também são populares, como a prática de exercícios físicos, alimentação mais balanceada e saudável, e evitar o tabagismo. Em suma, o tratamento para essa condição geralmente exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo ginecologistas, endocrinologistas, nutricionistas e, quando necessário, psicólogos.

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