Síndrome de Guillain-Barré pode ser desencadeada por infecções virais comuns

Doença autoimune rara e grave, a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) afeta diretamente o sistema imunológico, que passa a atacar os nervos periféricos, causando alguns sintomas como fraqueza, formigamento e dormência. Essa doença traz um alto risco, pois pode levar à paralisia, afetando pernas, braços, tronco e face, e até mesmo paralisia respiratória. Algumas infecções como zika, dengue, gripe ou Covid-19 são fatores de risco para o surgimento desta síndrome, que requer hospitalização.
Causas e sintomas
Não se conhece a causa exata desse problema e não há como prever quem tem mais risco de desenvolvê-lo. Na maioria dos casos, no entanto, o paciente com SGB teve uma infecção nas quatro semanas anteriores ao desenvolvimento do quadro. Com início rápido, a síndrome traz sintomas como formigamento e dormência de membros, que podem começar nos dedos dos pés e mãos, espalhando-se para o restante do corpo. Outros sintomas incluem fraqueza muscular, dificuldade de movimentar os olhos, falar, mastigar, engolir ou controlar a bexiga, lentidão na digestão e na frequência cardíaca, ou pressão arterial baixa.
Tipos e tratamento
Existem formas diferentes em que a Síndrome de Guillain-Barré pode se manifestar, sendo dividida em grupos. Um deles é caracterizado pela fraqueza muscular que surge na parte inferior do corpo e se espalha de baixo para cima. Já a Síndrome de Miller Fisher, uma variação da SGB, é quando a paralisia começa nos olhos.
O tratamento deve ser feito o mais rápido possível, uma vez que a síndrome se inicia e se desenvolve em poucos dias e pode oferecer risco de vida ao paciente. Dois tipos diferentes de processos podem ser feitos para tratar a SGB. Um deles é a plasmaférese, que filtra o plasma, parte do sangue em que circulam os anticorpos associados ao processo inflamatório da síndrome. Nesse procedimento, o plasma é extraído e separado das células sanguíneas, que são introduzidas novamente no corpo do paciente. O organismo, então, fabrica um novo plasma para compensar o que foi removido.
Outro tratamento possível é administração de imunoglobulina intravenosa (IgIV), que introduz altas doses de imunoglobulina contendo anticorpos saudáveis para bloquear os anticorpos agressores que atacam os nervos periféricos. Caso a paralisia se espalhe para os músculos da respiração, o paciente deve ser monitorado de perto.